terça-feira, 15 de março de 2022

EDIÇÃO MARÇO 02

 


AUTOR DO MÊS.

 



 LEONARDO ALVIM CORRÊA

Leonardo Alvim Corrêa é escritor e psicólogo. 

Gosta especialmente de crônica, poesia e textos dissertativos. 

O MENINO E O CHAFARIZ

 UMA CRÔNICA DO ACONTECIMENTO

Manhã ensolarada de domingo. Vou à caminhada no horto aqui próximo de casa. Vou... Assim como Thoreau ia, como Nietsche. E tantos outros. Ah, as caminhadas...Quantas inspirações maravilhosas aconteceram durante elas.

 Faço primeiro uns alongamentos. E parto. Já há alguns anos que ando

 nesse parque. Mas hoje é diferente.

 Reparo em ângulos e detalhes que não reparava antes. Plantas, flores, passarinhos, pequenos animais, a expressão e o comportamento das pessoas.

Tem gente que anda como quem cumpre um dever. Apressada, ofegante, como quem quer obsessivamente chegar a algum lugar. A chegada é importante, mas o trajeto também.Aprendi não só a olhar, mas a ver.

O olhar é disperso, apreende as coisas apenas superficialmente. Julga, fantasia, tira conclusões apressadas. O ver advém de uma observação calma, objetiva, enraizada no presente. E, geralmente, consegue extrair algo de substancial para si dos fatos e objetos vistos. Quem vê, também pode ver além das aparências. E isso vai se aprofundando,aumentando  de grau, parece não ter fim...

Sigo meu passeio. Avisto, de repente, um menino correndo. Me pareceu ter por volta de uns seis anos. Desgarrado do pai. Este, um homem jovem, alcança-o rapidamente. Pega-o pela mão. Diz: - Pronto, acabou a correria. Perto deles, está a irmã. Devia regular uns onze anos. Também pega na mão do pequeno.

Um pouco atrás, sempre atrás, está a mãe. Mulher também jovem. Não tinha trinta anos. Estamos há alguns metros de um lago com chafarizes. O menino diz : - Tô com sede. O pai, em tom irônico, responde: - Tá com sede...
Chegamos bem próximo ao lago. Em volta, existem alguns bancos de pedra e sento- me em um deles, como de hábito. Gosto de ficar ali, respirando, descansando da caminhada. Ouvindo o som dos chafarizes. E contemplando...
Sou um homem mais ligado ao espírito do que à matéria. Essa é a minha natureza. Já sofri muito por isso nessa sociedade louca, esquizofrênica, que vivemos. Mas hoje aceito esse fato plenamente e procuro tirar o melhor disso. Volto a observar a família. O pai, a menina e o menino estão defronte do lago. O pequeno está encantadíssimo com os peixes. Bonitas carpas coloridas. Exclama, aponta, faz perguntas, maravilha-se. A criança é diferente de nós, adultos. Não está separada do presente, da existência, do acontecimento em sua plenitude.
Geralmente, não somos assim. Fomos induzidos em outra direção. Temos dificuldade com o desenrolar natural e pleno da vida. Nossas racionalidades e irracionalidades são como muros que nos bloqueiam. Queremos influir, modificar, controlar demais o fluxo dos acontecimentos. A criança, não. Está ali, imersa, entregue ao que está acontecendo. Não fica pensando sobre, simplesmente vive. A mãe está a alguns metros deles.
Cara no celular. Rola o feed pra cima, rola o feed pra baixo. Resolve voltar o olhar para o homem e as crianças. Exclama: - Já saíram daí os três? Passam-se alguns minutos. Poucos. Como não se vê atendida, insiste: - Já saíram daí os três?! O marido, então, obedece e aproxima- se um pouco mais dela com as crianças. A mulher quer tirar fotos. Possivelmente para exibir nas redes sociais. Começam. Primeiro, vem a menina. Ela sorri, é fotografada. Mas ainda não é esse o sorriso que os pais querem. Eles desejam aquele, artificializado, “colgate", " família margarina". A jovenzinha, por fim, os atende e faz a tal da bendita expressão. Já começou a aprender a representar, deixar de ser natural. Logo isso estará colado nela, como uma casca, uma persona, um comportamento artificial e estereotipado, difícil de ser removido. Do menino, ainda não domesticado, conseguem, com muito esforço, algo parecido. E, até por falta de paciência, conformam- se, e o fotografam.
Volta o pai com as crianças para a frente do lago. O menino sempre preso a ele pela mão. Passam-se alguns instantes. Alguma coisa acontece. Um barulho na água. Não, não foi o pequeno que pulou. Embora certamente quisesse. A mãe, que não moveu- se um milímetro de onde estava o tempo todo, grita: - Qual foi a merda!?

- O chinelo dele caiu na água- responde o pai. Ela: -Sabia que ele ia fazer isso. E, voltando as costas, ordena: - Vam... Vambora. E seu rebanhozinho a segue, sem questionar. Exceto o menino, claro, que sai arrastado, puxado pela mão. O pai: - Acabou a bagunça, vamos.O pequeno ainda consegue soltar- se e dispara em direção ao lago. São as tentativas de suas linhas de fuga. Livres, singulares, insubmissas. Mas obviamente, logo o pai o traz de volta e o reintegra à marcha comum.Um cenário tão lindo. Sol, natureza, lago, peixes, chafarizes. E o que viveu, o que curtiu, essa família? Tanto controle, castração, disfarçado de zelo. Não vou dizer que não há nenhum. No entanto, é feito de forma automatizada, fria, sem amor. A proteção excessiva desprotege. Haverá desproteção maior do que estar separado da vida, de sua beleza, de seus mistérios, de suas potências, de suas forças naturais e afirmativas?

PUBLICAÇÃO AUTORIZADA


A SAGA DOS SUMÉRIOS.

A Saga dos Sumérios - Temporada II - Episódio II - Os Planos de Enlil 


Ninmah anuncia aos irmãos que trouxera o alivio para as enfermidades daqueles que haviam chegado à Terra primeiramente trazidos por Enki e logo depois por Enlil. De uma pequena bolsa, a deusa da cura, retira um punhado de sementes e pede aos irmãos que indiquem um local para que tais sementes sejam plantadas. Observa que as sementes para germinarem e crescerem rapidamente devem contar com um lugar fresco, com razoável incidência do Sol e água fresca.

Os planos de Enlil.

Antes que Enki esboçasse qualquer ajuda a sua irmã, Enlil apressadamente convida Ninmah para entrar em sua nave dizendo: “... Irei mostrar-lhe um local perfeito para isso! É onde se construiu o lugar de aterrissagem, onde construí uma morada de madeira de cedro!...”. As intenções de Enlil eram outras bem diferentes de mostrar o local onde as sementes deveriam ser plantadas, como veremos a seguir.

A nave rasga o céu em direção as montanhas cobertas de neve, onde em torno, um bosque de imensas arvores de cedro circundava (território do atual Líbano). Enquanto a nave aterrissa na plataforma entre as montanhas geladas, irmão e irmã, observam a beleza daquelas montanhas. Na imensa plataforma de pedra, talhada de uma só rocha, a nave se acomoda suavemente. Dali seguiram até a morada de Enlil. Ninmah se deslumbra diante da morada toda construída com cedro utilizando arquitetura moderna lembrando as morados dos reis e príncipes do Planeta Vermelho de onde vieram.

Para um suntuoso aposento, Ninmah foi conduzida por Enlil. Estando estes acomodados confortavelmente, trocaram carícias e Enlil sussurra aos ouvidos de sua amada: “... Ó, minha irmã, minha amada!...”. A seguir, se entregam em ato sexual um ao outro. Porém, por motivos que os Sumérios não revelaram, Enlil evita derramar seu sêmen no útero de Ninmah. O fato é que Ninmah, Enlil e Enki viviam um triangulo amoroso que mais à frente irei abordar detalhadamente para que se tenha a noção das leis de matrimonio e sucessão promulgadas no Planeta Vermelho. Ninmah, após o ato sexual, transmite a Enlil notícias do filho do casal. Segundo ela, tratava-se de um jovem príncipe ávido por novas aventuras preparando-se para encontrar o pai, Enlil, na Terra. “... Se tu ficares aqui, que tragam Ninurta, nosso filho...”, diz Enlil a sua amada.

Enquanto, as chamadas naves celestiais (naves de grande porte) aterrissavam na plataforma de pedra denominada pelos Sumérios de Lugar de Aterrissagem, trazendo suas tripulações e naves espaciais que foram classificadas como naves de exploração de pequeno porte, utilizadas para a navegação pelos continentes da Terra, exploração e analise de solos e na condução de mão de obra e maquinário no dia a dia dos Annunakis. Os Chamados heróis, sob as ordens de comando de Enlil, preparam o solo indicado pelo mesmo, espalhando as sementes trazidas pela deusa da cura. Assim, via-se germinar tempo depois, os primeiros frutos do Planeta Vermelho em solo terrestre. Outros frutos mais viriam.A bordo de uma nave celestial, Enlil e Ninmah, retornam a Eridu, porém, enquanto sobrevoavam os territórios, Enlil expõe seus planos futuros para a Terra.

Enlil faz conhecer a Ninmah que havia desenhado um plano perpétuo e construções seriam edificadas onde classificou com o ‘para sempre”. Distante de Eridu, onde as terras secas começavam, ele construiu sua suntuosa morada aproveitando uma região de clima agradável (nas montanhas coberta de neve no território do atual Líbano) fugindo do forte calor da Mesopotâmia. Chamou a nova cidade que construiria de Laarsa onde concentraria seu quartel-general e todo seu comando. Enlil tinha planos para as margens do Rio Burannu (Denominação suméria para o rio Eufrates), o rio de águas profundas onde edificaria Lagash, Informa a Ninmah que havia traçado uma linha reta entre Laarsa e Lagash, a sessenta léguas de Laarsa, dentro da linha reta traçada nos planos de Enlil, seria erigida uma nova cidade que a abrigaria um moderno centro médico nos moldes de seu planeta e a morada de Ninmah. Enlil denomina a referida cidade com o nome Shurubak, a Cidade Refugio.  Mas, os planos de Enlil de tornar a região agradável e com moradas para todos, era só um embute para seus reais desejos. A intenção daquele “general” era tornar suas cidades em verdadeiras fortalezas como se soubesse dos problemas que a rivalidade e a disputa pela sucessão do trono do Planeta Vermelho lhe trariam inúmeros problemas e conflitos com a chegada de seus filhos e dos filhos de Enki.

Dentro da linha reta traçada nos planos de Enlil havia lugar para uma quarta cidade e talvez, a mais importante delas num plano militar. Tratava-se da cidade de Nibru-ki (Nibru- Lugar de Cruzamento, Ki - Terra) que literalmente significava “Lugar de Cruzamento da Terra”, nome dado por Enlil. E qual era a grande função de Nibru-ki? Nesta cidade se estabeleceria um certo “Enlace Céu-Terra” (descrição Suméria). E do que se trataria o chamado “Enlace Céu-Terra”? Um centro de controle das missões espaciais, controle das naves cargueiras entre a Terra e o Planeta Vermelho, controle de toda a região onde tais cidades foram edificadas e o chamado lar das Tabuletas dosDestinos (Denominação Suméria). As tais Tabuletas dos Destinos eram uma espécie de banco de dados que armazenava tudo sobre a estada dos Annunakis na Terra. Elas traziam informações de agricultura a área médica, de rios até mares, de terras férteis a terras ésteres, montanhas, vales, flora, fauna e muito mais. Porém, sua principal função armazenada referia-se sobre as rotas e os perigos das mesmas entre a Terra e o Planeta Vermelho no caminho celeste de ida e volta, além de conter dados astronômicos, astrológicos e uma infinidade de informações que dava aquele que as controlasse ou possuísse, o poder absoluto de comando na Terra. Essas tabuletas comandavam tudo, inclusive e principalmente, todas as missões espaciais.

“... Com Eridu, somarão cinco cidades, existirão para toda a eternidade!...”. Mas, algo mais existia nos planos de Enlil. Observando a tabuleta de cristal onde Enlil traçou seus planos, Ninmah descobre que há marcas com a palavra cidade denominando-as. Curiosa, indaga de Enlil o que seriam tais marcas. Enlil segrega a sua amada que, de acordo com seus planos, construiria uma cidade onde denominaria de “Lugar dos Carros (naves)” para que chegassem diretamente do Planeta Vermelho à Terra, contrariando as determinações de seu pai e Soberano de seu planeta Anu. O rei havia determinado que se construísse uma base em Lahmu (Marte), onde para essa base deveria ser transportado em pequenas naves o ouro da Terra e de lá, em naves de grande porte, para o Planeta Vermelho. Anu ainda determina que o comando de tal base seria de responsabilidade de Anzu, piloto particular do rei, um também militar de alta patente que não se entendia bem com Enlil. A construção de uma cidade para abrigar o chamado “Lugar dos Carros” ou naves, tiraria toda a importância da base em Marte para o transporte do ouro e a deixaria sem função no contexto geral de ocupação da Terra.

Ninmah carinhosamente argumenta com Enlil sobre seu plano da construção do Lugar dos Carros, após compreender o motivo do descontentamento de Enlil ante aos planos determinados por Anu para Lahmu (Marte) e diz: “... Meu irmão é magnífico seus planos para as cinco cidades... A criação de Shurubak, uma cidade de cura, como minha morada, ... É algo pelo qual estou agradecida... Além desse plano, não transgrida seu pai, não ofenda também seu irmão...”.

Enlil, não somente tinha intensão de desafiar seu pai como também seu irmão. Edificou o lugar dos carros e transformou tal lugar como zona proibida. Nesta chamada zona, pôs guardiões não humanos que rechaçavam qualquer um que se aproximasse. O Interessante neste relato Sumério é a referência a guardiões não humanos, porém, este é um assunto que será abordado em capítulos futuros.

Enquanto isso, em Abzu, os trabalhos pela exploração e retirada de ouro da terra, seguia com os maquinários projetados por Enki e construídos com a tecnologia de seu planeta natal. Enki seguia seus dias entre elaborar e orientar a exploração do rico minério e a construir moradas para sua equipe de exploradores e a sua própria. Abzu, um território africano, era rico em fauna e flora, não somente em minério de ouro. Poderosos rios atravessavam a região e em determinados pontos da floresta, alimentavam fabulosas quedas d’água, adornando com mais beleza um território deslumbrante. Nas margens de um dos rios, Enki construiu uma suntuosa morada, próximo ao local de exploração que este denominou de “Lugar da Profundidade. Ali, naquele belo local, Enki, instalou seu maquinário e criou uma cidade para dar suporte e descanso aos seus comandados. Assim nascia a primeira mina de ouro que se tem notícia na Terra, mais precisamente, em território africano.

No próximo episódio abordarei os relatos de Enki, Enlil e Ninmah sobre seus amores e matrimônios, das rivalidades entre seus filhos e as consequentes e catastróficas causas que trouxeram para a Terra. Uma história que nasceu devido a umtriângulo amoroso, alimentando a rivalidade entre os clãs (ou família) de Enki e Enlil... Não percam!

Fontes:

O Livro perdido de Enki, O 12º Planeta – Zecharia Sitchin

Deuses, Túmulos e Sábios – C.W. Ceran

Ramayana e Mahabharata – Willian Buck

A Bíblia Sagrada -  Tradução: João Ferreira de Almeida - SBB - 2ª Edição - 1998

RENATO GALVÃO

 

AGENDA DE LIVES.

 








TERESÓPOLIS DE OUTRORA

 FESTIVAL DE CINEMA EM TERESÓPOLIS: UM PASSADO DE GLAMOUR

                                                                        

Foto: grupo Reminiscências de Teresópolis

Durante o regime militar o cinema nacional se viu em um momento muito delicado, nesse período começavam a pipocar pequenos festivais em algumas cidades no interior de São Paulo. Foi a partir daí que por iniciativa de algumas pessoas, Teresópolis passou a ser sede do Festival brasileiro de cinema entre 1964 e 1972, idealizado pelo radialista Adolfo Cruz o festival foi criado para premiar e reconhecer os que trabalhavam em prol do cinema que era tido como um movimento sem importância, além de trazer para a cidade uma atmosfera de glamour e bastante visibilidade. Artistas como Jece Valadão, Mazzaropi, Joana Fomm, entre outros, marcaram presença abrilhantando ainda mais o evento. 

Em 1964 quando o município comemorava os 73 anos de sua emancipação ocorreu a primeira edição, o evento ocorreu na Fazenda Boa Fé e o filme vencedor foi "Um morto ao telefone", Joana Fomm e Oswaldo Loureiro venceram como melhores atores e Watson Macedo como melhor diretor, ambos levando o troféu Dedo de Deus.

                  

 
                   Oswaldo Loureiro e Joana Fomm    Foto Astros em revista             
                    

                                                                           Foto: Revista Manchete

A segunda edição ocorreu em 65 realizado no Cine Vitória localizado no Parque regadas, trazendo assim o evento para mais perto do público que tinha a oportunidade de ver seus ídolos. Os artistas que prestigiavam o festival ficavam hospedados no Hotel Higino, eram feitas gincanas no Parque Regadas que animavam quem participava. Nessa época Teresópolis recebia o que tinha de melhor no cenário artístico e assim passou a ser conhecida nacionalmente.

Em 66 em sua terceira edição o festival trouxe mais glamour com a presença de mais estrelas como Vinícius de Moraes, Manoel Bandeira e Adolpho Bloch, neste ano Teresópolis passa a ser intitulada como a cidade dos festivais.

                                                                       

Foto: Pro Memória Teresópolis

A quarta edição aconteceu em 67 e já era considerado um dos principais festivais do Brasil, houve uma pausa na realização do festival entre 68 e 70, retornando em 71 para a quinta edição, infelizmente devido essa pausa o festival foi se enfraquecendo, até a quarta edição os troféus eram feitos de bronze passando a ser feito de ouro a partir da quinta edição. Neste ano o filme premiado foi "Dois perdidos numa noite suja" produzido por Jece Valadão e quem levou o prêmio de melhor ator foi Emiliano Queiroz. 



Em 72 foi realizado o último festival na cidade de Teresópolis, foi uma edição que recebeu diversas críticas, pois o cinema começou a perder espaço para o teatro e TV que também passaram a fazer parte do evento.
A partir de 73 o festival passou a ser feito em Gramado permanecendo até os dias de hoje.
O Brasil já foi considerado o segundo maior produtor de cinema do mundo e sem dúvidas os festivais de cinema de Teresópolis contribuíram muito para essa marca, falta de incentivo e patrocínio fez com que o município perdesse essa importante referência que movimentou tanto a cidade, colocando Teresópolis nos principais circuitos de turismo.
Alguns espaços onde foram realizados os festivais já não existem como o Cine Vitoria e o Cine Alvorada, outros estão em ruinas como é o caso do Hotel Caxangá e a fazenda Boa Fé.

 

 Foto: Grupo Reminiscências de Teresópolis          

                                  Prefeito Flavio Bortoluzzi com Jece Valadão na churrascaria Bife grande

                                               Foto: Grupo Reminiscências de Teresópolis


Documentário Cidade dos Festivais


https://www.youtube.com/watch?v=dJi25YA8wzA

 O que sobrou da fazenda Boa Fé
https://www.facebook.com/groups/reminiscencias/permalink/3063744793674079

Fonte de pesquisa: Grupo Reminiscências de Teresópolis

Documentário Cidade dos Festivais 


CRÔNICA REFLEXIVA POR LUCÉLIA SANTOS

 


O CORAÇÃO DE UM ANSIOSO

Mais um dia vai embora, já é noite lá fora, chega o momento mais temido, é hora de se deitar para dormir. Dormir? Não! Passar a noite em claro. Os olhos não se fecham, nas pernas sentimos uma agonia, é a terrível insônia, que atormenta todos os dias. 

Então o sol nasce, aquele lindo espetáculo, é como uma chama de esperança, mais um dia para tentar sobreviver. O dia se inicia, com aquela correria, e começam os pensamentos acelerados, coração a disparar, fadiga, dor no peito, dificuldade para respirar... A vontade é imensa, para cumprir todos os afazeres de vez, porém, o desanimo não deixa, e desistimos mais uma vez. Sentimentos de inutilidade vêm, insatisfação consigo mesmo, baixo autoestima, e a busca por algo que preencha o vazio.

Se algo der errado, nos desmorona, um pequeno problema é uma tempestade, a tristeza nos aprisiona, a mente inquieta, anseia algo que talvez nem aconteça, a emoção soa mais forte, a decepção nos leva ao chão, mas lutamos para ser fortes, e nos libertar desta prisão.

O coração de um ansioso, sofre tudo de uma vez só, as vezes, seria um refrigério um abraço, sem precisar nada dizer, ou uma pergunta sobre como estar,e esperar para se responder. 

Um ouvido atento, um ombro  amigo, palavras confortantes e positivas, podem acolher um coração sofrido.

Não peça para não ficar ansioso, não peça para não ficar triste, apenas diga: estou aqui! Conte comigo! Você não está sozinho.

Este transtorno emocional, é um caos na vida de alguém, ainda tem aqueles que sofrem, porém, não transparece, achamos que está tudo bem.

As expectativas são como um combustível para seguir, os sonhos dão esperança para sobreviver, as possibilidades são um gancho que mantém a força.  Talvez sonhar,não custe nada, regar o amor pode aliviar a dor.

E assim segue um coração ansioso, a lutar para sobreviver, derramando as angustias em forma de lágrimas, enxergando o dia como um desafio infinito, na esperança de ser útil para alguém, porque os monstros que enfrenta, fazem a insegurança ir mais além.


Lucélia Santos, casada, mãe de um filho, natural de Itabuna-Bahia,com residência em Brumado-Bahia. Cabelereira, escritora ,escreve poesias desde os 13 anos de idade. Sempre buscou na escrita um jeito de expor seus sentimentos, pensamentos e mergulhar em sonhos e emoções. Na escola, sempre se destacou em literatura e redação. Autora do livro O Amor vai te abraçar, compartilha seus poemas no site Recanto das Letras, no Instagram @poetisafalandodeamor e tem trabalhos publicados em várias antologias poéticas.

PUBLICAÇÃO AUTORIZADA


CÂNDIDA CARPENA

 


                                        A magia das árvores

Elas me encantam desde criança. Aquele abraço no caule e o carinho nas folhas são hábitos até hoje; causam olhares e comentários quando surgem aparentemente do nada; uma mulher (eu) corre e dá um abração numa árvore da praça, parque ou calçada. Nem ligo!

Porém, nas estradas, esse ato é menos comum, até em função da falta de acostamento, do movimento de veículos ou do tempo mesmo. E a magia é outra. Já percebeste que existem trechos em que avistamos árvores enfileiradas dos dois lados formando uma espécie de túnel, passarela? Acontece, até, de as copas serem tão amplas que “fecham” a parte superior, principalmente, em Serras. Que imagem bela e enigmática! Tenho a sensação de estar passando por outra parte do trajeto; tipo uma passagem para um mundo paralelo. Minhas curiosidades, imaginação e passaporte do elemento ar viajam e muito.

Já quando atravessamos túneis de concreto, nada parecido percebo; simplesmente, é mais um trecho rodoviário. Foi inevitável fazer um paralelo entre os dois cenários e refletir sobre algo comum aliás. Como viajante carona, poderia dormir em alguns trechos, mas perder oportunidades como essas - dezenas de pares vegetais em posição de solenidade, jamais! São cenários dignos de um filme, e o roteiro logo brota na minha cabeça: veículos na estrada de mão dupla, e as belezas do lugar. Tarde linda de sol, quase se pondo, música boa no carro, (antigo e meio barulhento), família alegre com gato e cão, duas crianças e seus avós. Este carro cruza a espécie de portal, fica em destaque (focado pela câmera) e, ao final do trajeto, passa, é teletransportado para outro mundo, realidade, cenário.

Olha só o que é capaz de surgir de ideias para a sequência desta história? Um verdadeiro roteiro de conto ou ficção. Quem sabe, dias desses, sigo no enredo?!

Já garanto que seria uma das passageiras, não perderia, por nada, essa experiência. Ou, então, a narradora. Para saciar a tua curiosidade, conto mais um pouco, ok?

E se esses seres, pessoas comuns, tivessem a missão de ensinar que o amor, respeito e união podem gerar uma vida plena onde quer que seja? Quais as barreiras, necessidades e valores do outro mundo a estrada desconhecida apresentaria?

Tudo isso fica para um outro texto ou seria capítulo?! (risos). Por ora, segue livre a criação e o destino dos personagens. Na verdade, vamos rumo à estrada real mesmo, ao nosso próximo destino de viajantes.


Cândida Carpena é uma autora gaúcha, de Pelotas, moradora de Brasília - DF. Produz textos do gênero crônicas. Além de ser super leitora, percebe as palavras muito além da etimologia e da morfologia. E experiencia o poder agregador, no cotidiano, das diversas formas de comunicação. A temática de seus escritos autorais está em um outro olhar, em outras percepções e vivências, do real que inspira. Idealizadora do projeto “Live Cândida C. Cronista” no Instagram e Facebook, busca a interação entre pessoas e a literatura, autores e escritores independentes. Propõe temas relacionados com escrita, leitura, gêneros literários, comunicação, educação, cidadania, artes, cultura e sociedade.

 e mail: cscarpena45@gmail.com

Facebook: Cândida Carpena 

Instagram: @candida.carpena 

PUBLICAÇÃO AUTORIZADA